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Duas centenas de reclusos participaram na Mostra de Autores Desconhecidos

Duas centenas de reclusos de 32 estabelecimentos prisionais participaram com cerca de 200 obras na II edição da Mostra de Autores Desconhecidos.

A iniciativa de envolver a população prisional, nesta II edição, partiu Inspeção-geral das Atividades Culturais (IGAC) e da Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e contou cerca de duas dezenas de parceiros, entre os patrocinadores desta iniciativa.

A cerimónia decorreu dia 4 de fevereiro no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, onde assistiram cerca de 180 pessoas, entre várias individualidades do setor cultural e artístico.

Luís Represas, Marisa Liz dos “Amor Electro” e Vasco Vaz dos “Mão Morta” compuseram o júri na área da música que teve como vencedores Rúben Santos e Eugénio Neto, com obra sem título, do Estabelecimento Prisional (EP) de Aveiro (Prémio de Melhor Música).

Na área da Literatura, o júri foi composto pelos escritores e poetas Tiago Rebelo, Tolentino Mendonça, António Mateus, o cronista de Nelson Mandela, João Felgar e Maria Carlos Loureiro.

Os vencedores da Literatura foram Daniel Viegas, com o poema "Liberdade", do estabelecimento prisional (EP) da Guarda (Prémio de Melhor Poema); Pedro Franco, com o conto "A Ilha, o Rio e o Mar", do Hospital S. João de Deus (Prémio de Melhor Conto); Paulo Abrantes, com o artigo de opinião "Ser feliz ou competitivo", do EP Vale do Sousa (Prémio de Melhor Artigo de Opinião)

Na categoria de Artes Visuais fizeram parte do júri Sara Chang Yan, vencedora o ano passado da primeira edição do Prémio de Artes Visuais para Jovens Criadores, Teresa Vilaça, Diretora da Casa-Museu Medeiros e a pintora Sofia Simões.

Os vencedores nesta categoria foram um autor anónimo, com a pintura "Ambiente e atualidade", do EP Santa Cruz do Bispo (Prémio de Melhor Obra Visual) e Bruno Lopes, com o desenho "Fez-se luz", do EP Braga que recebeu uma Menção Honrosa de Artes Visuais.

Na categoria de Banda Desenhada, o júri foi composto por Nelson Dona, Diretor do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora e Filomena António, do Centro de Informação Europeia Jacques Delors.

O vencedor nesta categoria foi Luís Guerreiro juntamente com um autor anónimo, com a banda desenhada "Da prisão à liberdade", do EP Silves (Prémio de Melhor Banda Desenhada).

Na categoria de Teatro, que contou com a atriz consagrada Mónica Calle, os vencedores foram Joel Santos, Carlos Gomes, Roménio Martins, Anastácio Assunção e Rui Domingos, com a obra cénica "Aldrabões, burlões e outros figurões", do EP Montijo (Prémio de Melhor peça de Teatro)

Nas várias categorias intervieram ainda como elementos do júri Luís Silveira Botelho (Inspetor-geral das Atividades Culturais) e Celso José das Neves Manata (Diretor-geral dos Serviços Prisionais).

A cerimónia, que decorreu num ambiente bastante emotivo, terminou com chave de ouro, com um momento musical improvisado pelos jurados da Música, Marisa Liz e Luís Represas, que fizeram as delícias dos presentes.

 

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